domingo, 29 de outubro de 2017


 

REFLEXÕES!...

Ultrapassado o ciclo eleitoral autárquico no concelho de Fronteira, é necessário refletir e retirar as consequências políticas dos mesmos, cabendo aos responsáveis políticos locais fazê-lo, sem demagogia e sobretudo com elevação, contrariando um pouco o que passou ao longo da campanha. Mais uma vez e passados 35 anos o Partido Socialista não consegue uma vitória autárquica no concelho de Fronteira. É obra… E mais preocupante é, se tivermos em conta resultados eleitorais do Partido Socialista noutras eleições nacionais em que normalmente sai sempre vencedor. Alguma coisa falha na estrutura quando se tratam de eleições locais. Será na escolha dos candidatos? Será na estratégia política? Será por falta de credibilidade política dos seus protagonistas? Ou será que o PS de partido político responsável, passou a ser um clube de “amigalhaços” bem-intencionados? Fechadinhos no seu quadriénio casulo de hibernação, sem que consigam transmitir á população uma mensagem positiva e credível, numa alternativa futura forte e séria. A ausência de argumentação política consistente e credível, deu lugar à ofensa e à mentira aliás, hábitos generalizados hoje na militância politica/partidária. È pois chegado o momento dos responsáveis socialistas retirarem as elações de tais fracassos. Podem contar e recontar votos. Podem ficar alegrotes com uma subida aqui ou ali em termos percentuais mas isso nada conta, são “peanuts” como dizia alguém… Verdade é esta e só esta, não ganham há três décadas e meia, por isso a necessidade de uma profunda reflexão interna. Tudo falhou!... Desde a escolha dos candidatos à Câmara e Assembleia Municipal mal sintonizados no passado, originando reacções negativas por parte da população, passando pela estratégia politica do tudo ou nada…E porquê?  O candidato do PS não podia criticar o trabalho exercido pelo seu sucessor e actual presidente, porque na versão Lancha os projectos já existiam do anterior mandato e não podia auto criticar-se. Mudaram de “chip” para pior, arranjaram uma estratégia de contra ataque utilizando uma linguagem repetitiva em acusações pessoais e radicais, cansando demasiado o eleitorado nas redes sociais em mensagens de propaganda “sovietizada” sem nexo, tentando dizer tudo sem nada dizer!… Deu no que deu e o resultado está à vista!… Mas è escusado, o PS em Fronteira não tem emenda e ao que parece o ressabiamento existe mesmo. Vai demorar tempo de adaptação à nova realidade sobretudo por parte do cabeça de lista à câmara, è difícil baixar de posto e ver como Presidente um “mancebo” de quem já foi instrutor…  É a vida!...

quarta-feira, 19 de julho de 2017


OH, GENTE DA MINHA TERRA II

ESTE TEXTO FOI RETIRADO DA PÁGINA DO CANDIDATO DO PS Á CÂMARA MUNICIPAL DE FRONTEIRA.
Quanto á primeira observação da Maria da Felicidade Seixas nada a dizer, só lhe peço que não abandone o seu património habitacional no centro da vila, que está num estado de degradação e abandono. Quanto á resposta de Pedro Lancha deixo à consideração dos fronteirenses…As suas declarações dão que pensar!... È preciso uma grande Lata.

Maria Felicidade Seixas Pedro, embora há muitos anos fora de Fronteira, não esqueço o meu berço, principalmente agora que estou aposentada, e foi com surpresa que comecei a ver no FB insinuações e até ataques ao teu carácter. Estranhei, pois sempre te conheci e a tua irmã f oi sempre minha colega de escola e do colégio, conheci bem a vossa família, e tudo isto me intrigava! Pedi ao sr de tais desaforos que se explicasse. e não viesse com insinuações, mas nunca o fez, Só hoje ao ler a comunicação do Francisco Paralta fiquei mais ou menos ciente do que se passou, e nem calcularia nunca que uma pessoa de prestígio médico á escala nacional se prestasse a uma ilegalidade dessas, fosse em que circunstâncias fosse !O caso parece-me grave ilegal, e acho que os munícipes deviam ter plena consciência do que se passou, não estou certa se foi usado abuso de boa-fé e de certa ignorância ou até desconhecimento da lei, mas o código do Procedimento Administrativo é fácil de perceber ,pelo menos na parte das incompatibilidades. Acho que se deviam apurar responsabilidades até ao fim, doa a quem doer, pois a nossa terra sempre criticou os antigos privilégios e agora, em democracia, vai-se deixar enrolar? Amigo , tens uma grande luta pela frente, mas não desistas, em democracia há que esclarecer tudo pois o voto pertence ao povo. Têm que aprender a pensar pela própria cabeça, e nõ votarem "por herança familiar" ou por gratidão, que tem o seu lugar, mas não é este! O tempo da carneirada e do caciquismo tem que passar, ou então para que lutaram os nossos avós e pais? Querem a democracia para quê? Para fofocar sem medo da PIDE? Parece-me pouco, tendo em conta a luta de tantas gerações, mas a liberdade de voto é uma conquista admirável que tem que ser respeitada. Aqui está em causa ética, responsabilidade, legalidade e respeito pelo poder local, que em minha opinião, são as bases de tudo na vida! Tens uma boa equipa, és inteligente e experiente, não te falte a coragem para seguir em frente, Poderás sempre contar com o meu abraço de amizade e solidariedade, e bom sucesso.

Pedro Namorado Lancha Maria Felicidade Seixas Obrigado pelas tuas palavras amigas.
Acontece que nada tenho contra a pessoa em causa, antes pelo contrário, foi Pres. da Assembleia comigo ao longo de 20 anos. É uma pessoa doutra esfera social, mas eu ensinei-o a descer da sua superioridade, a encaminhar as pessoas em termo de saúde e fiz dele um homem bem aceite na política local. O atual Presidente fui eu que levei a Vice- Presidente porque se era novo, 4 anos comigo aprendia, tinha sido bom aluno, é advogado e pareceu-me um bom substituto! Um desastre total! Não trabalha, é mentiroso, não tem ideias, é inconsequente, é ditador, persegue as pessoas e os funcionários, mas compra uma clientela que o defende cegamente. O Pres da Assembleia disse-me que se eu me candidatasse ele se afastava. Mas o Pres. comprou-o com vantagens! Não precisam, mas quanto mais têm mais querem. Julgam-se intocáveis, fazem o que querem e nem acreditam que alguém ouse denunciá-los. O Pres. da Câmara é Advogado e o Pres. da Assembleia tem a posição que sabemos! Antes deste texto já tinha colocado outro em que denunciava a Câmara de ter preparado o terreno, um mês e meio de máquinas pesadas a trabalharem para o Pres. da Assembleia. e depois este ainda recebeu dinheiro do 20/20! Mas, há mais! As pessoas são subservientes do Poder! Vamos ver!
Um Abraço
Pedro Namorado Lancha
João Sequeira Garcia Ao ler a resposta do candidato do PIF, à D.ª Maria Felicidade Seixas, fiquei estupefacto, reli, e ainda não acredito do que li!!!! Como é que uma pessoa que se candidata a uma Câmara tem a coragem de escrever: eu ensinei-o e fiz dele um homem (referindo-se a uma Pessoa com uma carreira profissional e intelectual fora do comum ) , mais à frente, referindo-se ao atual presidente, fui eu que o levei, 4 anos comigo aprendia, tinha sido um bom aluno, etc., etc., de seguida um chorrilho de asneiras, espelho meu, espelho meu..., com franqueza Sr. candidato, o Sr. está SENIL. No comunicado que escreveu contra o PS, fala no plural aquando da recuperação da Câmara do caos em que aquele partido a deixou, agora diz que o Presidente da Assembleia lhe teria dito que se afastava se o sr. se candidatasse, seria assim ??!! Pergunto-lhe : - se em 20 anos fez obra e falava no plural, diga lá o nome de um Homem sério, que para além de fazer obra com o sr. e, talvez por eles, o sr. chegou ao poder, esteja hoje consigo ??!! Também lhe disseram que se afastavam se o sr. se candidatasse ??!! Ainda bem que os " seus alunos " não estão no seu péssimo nível!!!!!!

sábado, 8 de julho de 2017


OH, GENTE DA MINHA TERRA!...

O PS apresentou o cabeça de lista á câmara de Fronteira sem surpresa. Já se falava e confirmou-se.  Perante esta escolha colocam-se várias questões entre elas, saber como  reagirá o eleitorado socialista do concelho a tal decisão. Pois claro, porque votar em Pedro Lancha não é o mesmo que votar no Partido Socialista e mais, não são 10 ou 15 activistas locais do concelho que representam a liberdade e o sentido de voto dos  simpatizantes socialistas!...Porque votar no PS em Fronteira é unicamente votar Nele, só Nele e para Ele... Pedro Lancha. Depois, como reagirão algumas das figuras proeminentes do PS local que ao longo de quase 20 anos ou mais foram enxovalhadas e quase humilhadas publicamente pelo actual candidato do PS numa linguagem agressiva atingindo por vezes questões do foro pessoal e familiar, será que tudo isto caiu em “saco rôto”?  È curioso como alguns elementos do seu “staff” falam do passado como que o seu candidato nada tivesse a ver com ele, foram 20 anos de gestão Lancha. Há uma tentativa de branquear o passado do candidato PS, tentando lançar para outros a responsabilidade de uma gestão que não agradou aos socialistas e como a memória das pessoas é curta tentam agora passar uma “esponja” pelo passado  do candidato. O povo tem conhecimento e o silêncio vale mais que mil palavras.

Quem assistiu ás sessões da Assembleia Municipal, ás reuniões do Executivo e mais concretamente ao debate político nas campanhas eleitorais, recordar-se-á do método utilizado para com os seus adversários num discurso “belicista” e trauliteiro.

Foi assim que durante anos se dividiram famílias e amigos, criando muitas vezes situações pouco dignificantes nas relações interpessoais numa lista infindável de pessoas e só não revelo os nomes pelo respeito que me merecem e a lista era enorme.

- Já passaram alguns anos desde que a farmácia Costa Coelho foi remodelada. Não vou e nem quero recordar as cenas que levaram aos avanços e recuos dessa obra e nem quero recordar os conflitos entre o presidente da câmara na altura e os proprietários. Ainda bem que os protagonistas sararam as "feridas". O porquê, não sei?  Só  falta saber qual a justificação de tal aproximação e quem levou por tabela.  Como se diz em bom português "quem pagou as favas", talvez algum vereador ou  colaborador!...Sim, porque o protagonista principal nunca assume os erros, a culpa é sempre do outro ao lado.

- E o tal caso passado na Assembleia Municipal entre o presidente da câmara e um  deputado da oposição socialista em que na troca de acusações o assunto foi parar á barra do tribunal? Tudo por “amor”? Será que aqui não existiu solidariedade por parte da estrutura socialista, quanto á opção da escolha do candidato?

- Será que o amor ao partido fez esquecer as acusações e ofensas do passado? Não será isto hipocrisia política e avidez de partilha de Poder? È curioso como os responsáveis socialistas locais e distritais não reconheçam que a estratégia política para Fronteira falha à 35 anos em termos autárquicos... È obra. Não são coisas do Diabo, nem bruxaria e nem Medo, é sobretudo a ausência de uma liderança política credível e forte, menos trauliteira e com mais ideias inovadoras para o concelho. Apostam no passado (aí sim têm medo) e pouco no futuro. Muita propaganda, muito palavreado e pouca eficácia. Nem uma dose dupla de antibiótico apagará da memória dos fronteirenses o negativismo desta candidatura e COMPAGNONS DE ROUTE.

 

terça-feira, 27 de junho de 2017


 
Há por aí muita sobremesa transformada em pudim instantâneo fora de prazo.
Nota: a vermelho comunicado do Palrão
         
  Torna se "comovente" verificar.o quanto agora, alguns Cobardes, de hoje, e que já o foram ontem, andarem tão preocupados com os SOCIALISTAS. Creio que seria bom que dessem a cara, .porque alguns se escondem em perfis falsos.e portanto até leva a crer que foram dos que andaram a MAMAR DURANTE VINTE ANOS, que sacrificaram os princípios ao Dinheiro, que o Dr Lancha lhe proporcionou e depois o abandonaram. Amigo Palrão, comovente é seu estado espirito. Vive de uma partidarite obsessiva e doentia, isso é mau. È mau, porque ofende. Diz disparates e como nessa época não estava em Fronteira é natural que lhe tivessem pintado o quadro só para um lado. Durante os 16 ou 17 anos que estive em Fronteira não mamei nem chochei e nunca concretizei os meus objetivos em função do dinheiro. Nunca andei atrás dele e nem ninguém andou atrás de mim por causa dele. Por esse lado não me atinge. Agora quem tem que MAMAR o Lancha é o meu amigo, de que forma?…Não sei, nem me interessa… Apesar de ser um simples elemento do vasto colectivo socialista, lembro que a nossa coragem d ontem é e será a mesma de hoje, para combater esses falsos Fronteirenses ,que para beneficio próprio, nunca ousaram levantar a voz perante diversas injustiças. Sinceramente não esperava ler isto. Para se ser bom fronteirense é preciso ser socialista? Quer dizer, quem contrariar as ideias socialistas é um falso fronteirense? A isto chama-se revanchismo disfarçado de pseudo-progressista. Não confunda questões ideológicas e sobretudo partidárias com questões de bairrismo local. Eu antes de ser socialista já era fronteirense… como muitos e muitos mais fronteirenses.  Agora recorrem ao anonimato, para manifestar preocupação com os Socialistas.e outros tipo marionetes, prestam se a um papel degradante. Têm medo do Dr Lancha, quando tanto o apoiaram. Os Socialistas São os únicos que se mantém fiéis aos princípios FRONTEIRENSES. Isto é lançar fronteirenses uns contra os outros. Já aprendeu com o seu candidato. Já não se recorda, ao longo de quase 20 anos quem maltratou os socialistas de uma forma conflituosa e degradante? Sabe a quem me refiro? Sim, foi Pedro Lancha.   Esses elementos que agora se incodam...nunca o fizeram quando logo nos anos 90, foram alguns dis socialistas a mudarem se e darem.força ao PSD e basta ver alguns que ainda por lá se mantêm. È verdade sim senhor. Mas antes, tudo tentaram que fossem incluídos na lista do PS por mim encabeçada e como deve ser do seu conhecimento senti pressões em ceder o meu lugar ao Branquinho e cedi, depois vieram tentar para que cedesse o segundo lugar a outra pessoa. Quero dizer-lhe que foi o Lancha que andou atrás de mim e não eu…Também nunca pedi nada ao Lancha ele é que me pediu para ficar e curiosamente até ao último mandato em que já não necessitava dos meus serviços, exonerou-me de uma forma nojenta e vergonhosa. Por isso, nunca fui um político pedinte, tartufo e muito menos submisso Declaro. que os favores que devo hoje ao Dr Pedro Lancha já lhes os paguei ontem e vice- versa..e que pese embora os defeitos que LANCHA possa ter( ,aliás como todos nós )há uma qualidade que, por e para Fronteia, supera tudo isso..O VALOR /A MAIS VALIA EM TRABALHO E DEDICAÇÃO PARA O PROGRESSO DO NOSSO CONCELHO. E ISDO TENHAM SANTA PACIÊNCIA. SUPERA EM LARGA ESCALA /COMPARATIVAMENTE /TUDO O QUE POR AI VAMOS VENDO. O que o meu amigo descobriu agora, já eu vivi nessa ilusão muitos anos. O meu amigo não passa de um eterno sonhador... Por ultimo e isso é comprovado no dia a dia, ele já não está no.poder vai para 4 anos ,e verificamos, que do criador as criaturas superam no na parte Pior e apresentam como curriculum. represálias, amiguismo, pouca transparência miséria de programas de trabalho, gastos de dinheiros públicos em privados, promessas de emprego a muitos jovens sem concretização , relações interrogativas entre instituições ,amedrontamento, cidadãos excluídos, gastos loucos, etc etc..a que se junta o pouco empenho para o progresso e desenvolvimento do Concelho. Isto bateu no fundo e no Executivo nem todos por isso são responsáveis. Mas onde é que já vi esse filme?Já vi isso algures e não foi há muitos anos, terá que confirmar isso com os seus camaradas que nessa altura passaram pelo executivo para lhe confirmar se é ou não verdade o que digo!..Nem todos são responsáveis claro, quem será? Fiquei a saber que no executivo tem simpatia por alguém… Quanto ao PS,creio que alguns, mesmo que o candidato Socialista fosse Passos Coelho ou Cavaco Silva,seria sempre mau,porque o ódio e zanga é ao PS.Até nessa humildade e por convergência , para engrandecer O Concelho ,Pedro Lancha leva a melhor.Muita separação existiu,com cumplicidade de muitos elementos actuais, . Ninguém é contra o partido A, B ou C são contra o comportamento de algumas pessoas que ao longo de anos se digladiaram e agora desejam transformar as mentiras em verdades falsas. O vosso candidato não pensa no Palrão, nem no PS, nem em Fronteira…Pensa nele, só nele e para ele. mas FRONTEIRA ESTÁ EM PRIMEIRO LUGAR. E FELIZES E GRANDES SÃO OS QUE ULTRAPASSAM DIVERGÊNCIAS E RECONHECEM ERROS, PORQUE TÊM AMOR ÀS SUAS TERRAS.E SE UNEM PARA LUTAR POR ELAS. O Concelho de Fronteira precisa mesmo de uma outra equipa,a funcionar e a exemplo da maioria governamental do País, que ao fim de tantos anos de divergências ,criticas acerrimas se uniram por Portugal e pelos Portugueses. E disso Fronteira tem beneficiado.Em conclusão , poder se à dizerque tirando esta espuma dos tempos ,há a questão essencial e que é de todos e ultrapassa os partidos,escolher o líder e equipas mais capazes, para lutar e desenvolver o CONCELHO DE FRONTEIRA.E para esse decisão, tudo o que por ai aparece ,por escribas cinhecidos e desconhecidos? É CONVERSA DA TRETA. só para esconder o marasmo que por aí abunda. O tempo é bom conselheiro e só tempo… Sempre o tempo e só ele poderá confirmar quem tem realmente razão. Eu já tive o meu tempo e de facto este é outro tempo, que alguns tentam teimosamente recuperar e não aceitar que o tempo deles já era.

 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016


EMOÇÕES

 Sempre senti as emoções á “flor da pele” e com o passar dos anos, choro por tudo e por nada. Estou cada vez mais sensível e “chorão”… È verdade!... Emociono-me com facilidade de alegria, de tristeza ou até mesmo por pequenos grandes gestos que perante outros podem não valer nada, mas para mim são importantes revelam-se por uma lágrima a escorregar-me na face, imediatamente acompanhada da tremedeira labial num esforço contido para evitar de chorar. São reflexos dos sessenta no amadurecimento de ideias marcadas pelo tempo… Sim pelo tempo, porque no fundo tudo gira á sua volta. È verdade, o tempo deixa marcas positivas ou negativas. Quis o destino que este Natal fosse antecipado!... Fui avô! È verdade, fui avô! Naquele momento pensa-se em tudo em milésimas de segundo. Rebobina-se o passado no presente num futuro incerto. Como se de uma pequena longa-metragem biográfica se tratasse e se projetasse numa enorme tela imaginária a condizer com grandeza do momento, porque momento assim o exigia… E cá voltamos nós ao Tempo, recuando precisamente 29 anos. A 16 de Setembro nascia a minha filha e por coincidência ou não, a 16 de Setembro de 2016 nascia a minha neta Madalena uma junção de emoções fortes no tempo passado e presente… E voltaram as lágrimas… Mas desta vez sem palavras, porque não há palavras que definam o sentir do momento presente, Ser avô e ter uma neta é dar continuidade ao futuro…E o futuro a Deus pertence… no fundo tudo gira á volta do tempo. Aproveito para desejar a todos os meus amigos leitores um ano de 2017 cheio de coisas boas.

 

sexta-feira, 18 de novembro de 2016


O MILAGRE DAS ROSAS

Escrevi em tempos alguns artigos e houve quem pensasseAfinal este tipo quer o quê?” Já está a posicionar-se para o tacho”!... Disseram outros!.. Pois meus amigos não pensem muito, que não vale a pena. Poupem os neurónios para coisas muito mais importantes. Já vivi anos suficientes em Fronteira para concluir que os sonhos são bem diferentes da realidade A história desse percurso está mais que contada e escrita. Lutei praticamente sozinho para ser candidato pelo PS, partido que fundei 1975 em Fronteira. Foram enormes as dificuldades, as lutas que travei para chegar a vereador da minha terra. Uma coisa é certa, Fronteira nada me deve, nem eu a Fronteira. Não estou “preso” qualquer partido político e muito menos a pessoas. Tenho consciência que cumpri a minha missão com seriedade e dignidade. Houve quem gostasse... Houve quem não gostasse!...Paciência, não podemos agradar a todos!... A vida política é uma caixinha de enormes surpresas com reflexos nas relações humanas.Por isso, este capítulo está encerrado. Relembro que o “tempo foi sempre bom conselheiro”. No passado fui acusado de traidor só porque aceitei o lugar de vereador a tempo inteiro e já antes tinha recusado o convite do Lancha para pertencer às listas do PSD. Ironia do destino, foram as estruturas locais e distritais que tudo fizeram para me afastar das listas do PS e curiosamente são estas mesmas estruturas que escancaram as portas e acolhem no seu regaço um “leal” e “fiel” militante ex-autarca do PSD, na esperança que se concretize o milagre das rosas na duplicação dos pães em votos. Tudo por um Poder inconsistente e sem rumo definido. Não haverá um militante socialista ou um independente da mesma área politica que possa ocupar o lugar? Só falta saber quem empurrou o Lancha para o regaço socialista. De uma coisa tenho a certeza, engolidos os sapos no muro de lamentações, muitas mentiras, inverdades e calúnias irão surgir ao longo destes dias até á campanha. Veremos o resultado final!... O protagonista está de volta, infelizmente pelas mãos do PS.

terça-feira, 30 de agosto de 2016


FRONTEIRA E O MITO SEBASTIÂNICO

 Fronteira vive actualmente em termos políticos/partidário o culto do saudosismo sebastiânico. Agarra-se demasiado ao “mito” do passado, na esperança de resolver o futuro!... O futuro conquista-se consolidando o Poder no presente e é precisamente isso que o actual presidente da câmara tenta consolidar - O Poder - e está a concretizá-lo, agarrando a oportunidade concedida pelo seu antecessor. Ninguém poderá levar a mal tal atitude cujo objetivo principal é um novo mandato. No fundo, só está a pôr em prática o que aprendeu enquanto vereador do urbanismo, concordando-se ou não com a prática politica, até aqui nada de novo. A escola é a mesma, embora cada um lhe possa dar um “cunho” meramente pessoal. Criticar por criticar, denegrindo sistematicamente a imagem dos adversários, não chega! É preciso apresentar alternativas políticas credíveis e consistentes, alicerçadas em projetos que marquem a diferença com propostas inovadoras, desiguais, que transmitam confiança aos eleitores. Hoje, sejam quais forem os candidatos, é preciso dizerem claramente ao que vêm e o que querem para o concelho. É preciso apoiar sem complexos o que está bem e corrigir o que está mal. O voto não tem que ser dado ao impulso do protagonismo mediático local ou regional e muito menos ao “mito” passadista de qualquer um dos candidatos. O voto tem que ser dado na certeza de que algo tem que mudar e para melhor. Os cidadãos têm o direito em saber quais as prioridades políticas que se adaptem à realidade do concelho, tendo em conta a tipologia sociológica do meio de modo a facilitar opções a projectos de desenvolvimento úteis às populações valorizando-lhes a melhoria da qualidade de vida. É sabido, a dificuldade que há em derrotar nas autárquicas um candidato que ocupa o Poder!... É normal, tem a “faca” e “queijo” na mão… Por isso, mais que lançar ódios e divisões, é importante apresentar uma candidatura não belicista, não vingativa, que saiba aproximar e envolver os fronteirenses num projeto comum. É preciso lançar uma candidatura para vencer dialogando com todos sem excepção e não uma candidatura de rotura, isso é grave num meio tão pequeno como é Fronteira. É preciso sentir o bairrismo na certeza que estamos a contribuir para o futuro dos nossos filhos e netos, conscientes que respeitamos o desejo e a memória daqueles que em nós delegaram a missão de continuar Fronteira. Concorde-se ou não, compete aos fronteirenses analisarem, concluírem e votarem. Em política como na vida, tudo tem o seu tempo. O tempo foi sempre melhor conselheiro. Com o passado aprendemos. No presente observamos… E o futuro a Deus pertence!… Como dizia alguém: façam favor de ser felizes!...  

segunda-feira, 7 de abril de 2014

A POLITICA DO DEVE E HAVER




Comunicar é difícil!… E nos tempos que correm é difícil fazê-lo com seriedade. Não saber ouvir e nem ser ouvido…É doloroso!... Não conseguir separar o essencial do acessório e viver permanentemente num falso retorno, num quase autismo forçado o que na gíria é “fazer ouvidos de mercador”, um mal generalizado aos políticos. Fingem que ouvem, mas não ouvem! Dizem que fazem, mas não fazem! Chegados aqui, o País está como está!... Há pessoas que estão na política unicamente pelo Poder. Chegaram á política dizendo mal dos políticos e hoje são os que mais usufruíram das benesses da política. Agiram sempre sem qualquer formação politica ou ideológica, assentes num discurso populista e demagógico apoiado no caciquismo local num diz-se, diz-se permanente contagiando tudo e todos. Por isso e muito bem lá diz o ditado popular “a política é suja” mas se é, alguém fomenta para que assim seja. È por este e outos motivos que não tenho paciência nem “pachorra” para aturar politiqueiros que transformaram a política em politiquice barata numa vontade sebastiânica do regresso ao Poder. Depois de tantos anos no quero, posso e mando não é fácil cumprir o período de “nojo”. Há quem aceite com naturalidade a alternância democrática, há quem viva eternamente na psicose saudosista do passado e grave é, quando essa psicose persiste teimosamente e se transforma num delírio promocional do ego em palavras de sentido único, cujo objetivo é o Poder. Custe o que custar, doa a quem doer. Nem que para tal tenha que recorrer ao discurso do politicamente correcto, do “coitadinho”, do enaltecer a “obra”, nem que para tal tenha que criticar os “afilhados”. Não sei porquê desviei-me do meu raciocínio sem explicar o porquê da ausência quase total de palavras em contraponto á vontade e ao desejo desesperado em transmitir o que sinto. Tudo se cruza e se atrofia na memória numa revolta sentida no que li e não senti numa página do facebook…Ou melhor já senti… E por ter sentido, acredito que algo irá acontecer. Oh, se vai! Aguardemos pelos próximos episódios na politica do deve e o haver.

 

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A BANDA (O)



   Normalmente depois de uma noite bem passada de comes e bebes, no dia seguinte vem a ressaca. Aquele mal-estar no estômago, a boca a saber “a papéis de música” sinceramente, não sei a origem desta velha frase popular e ao que julgo ninguém o sabe. Talvez o som brindado dos copos e o deslizar do delicioso néctar de Baco provoque um solfejo de fusas e semifusas e bem vistas as coisas, tudo se associa… Não há festa sem música e muito menos sem bebida… E para a orquestra sair afinada são necessários “papéis de música”, as pautas! O facto é quando se cometem excessos, as coisas saem desafinadas e sem nexo. Lá se vão os papéis, o solfejo, o sabor do néctar… Acabando tudo numa grande confusão de notas soltas, sem se saber quem comanda a orquestra ou quem marca os passos de dança. O país recupera de uma grande ressaca começando a pestanejar e atenuar o inchaço das olheiras. Em vez de enaltecer o prazer dos sabores do dia anterior, ressalta á vista o dia seguinte ao fixar o espelho, sobressai o inchaço das pálpebras sempre acompanhado pelo eterno desabafo interior de revolta pelos excessos cometidos. Todos erramos e cometemos excessos, desde que não se tornem num hábito repetitivo. Grave é quando afecta o maestro e logo facilmente extensivo aos músicos. A partir daqui o público desconfia e desmoraliza. Protesta. Revolta-se. Pagou bilhete sem retorno e o mais grave é que as sessões foram contínuas, sem que se vislumbre o timbre do diapasão com um novo maestro e outra música. Mais alegre, mais popular, mais sentida, mais patriota ao ritmo do vira, do fandango, das saias, do corridinho, de um fado que se repete num destino sem fim á vista. Será este o nosso fado? Será esta a nossa sina? Não falo do “tal” barco para não repetir a histórias de outros barcos, prefiro que a cena se desenvolva em terra na esperança de encontrar a clave, as fusas, as semifusas para uma nova pauta aglutinadora de novos sons e ritmos vividos pelo Povo!…Ah, e com um novo maestro e novos músicos. Quanto aos instrumentos, permanecem intactos. É necessário dar-lhes vida e saber utilizá-los na ordem correcta.

 

 

segunda-feira, 11 de março de 2013


A dança da “tanga”!...

 Ao longo destes anos O MEU VOTO não serviu para nada!...Nada mesmo… Passada a fase de transição até a aprovação da Constituição, percorreu-se um longo caminho de altos e baixos, com visitas alternadas do FMI, ordenados em atraso e aos poucos institucionalizou-se a crise no país da “tanga”. “O país está de tanga”, afirmou-o em 17/4/2002 Durão Barroso na Assembleia da Republica dias depois da tomada de posse e de “tanga” continuou, com uma pequena grande diferença. Enquanto o seu antecessor António Guterres fazia as malas embarcando rumo aos Estados Unidos já Durão Barroso piscava o olho á Europa!... Tempo depois era nomeado Presidente da Comissão Europeia… E por lá continuam!... Outros se seguiram como Vítor Constâncio Ex- governador do Banco de Portugal nomeado vice- presidente do BCE, enquanto Sócrates refugia-se em Paris ao que consta “estudar filosofia “ hoje recompensado com novo “tacho” numa empresa suíça ligada á industria farmacêutica. No país da “tanga” vive-se um período de promessas, de ilusões, de novas oportunidades, dos Magalhães, energias renováveis, falso empreendedorismo, Casa Pia, Freeport, Face Oculta, Apito Dourado, Isaltino, BPN, Vara, Loureiro, Rendeiro, Lima e outros… Onde está a justiça? Não funciona… E os portugueses cada vez mais de “Tanga”, vítimas da “fobia” neoliberal do crescimento a qualquer preço imposto por uma classe política que olhou mais ao sucesso pessoal, ao carreirismo no Poder, ao enriquecimento fácil sustentados num país em alicerces de barro. Se no passado o país já era socialmente injusto e desigual, mais desigual se tornou nestes últimos 15 anos. O reflexo do agravamento interno da crise da “tanga” repercutiu-se externamente, basta olhar a Europa e verificar isso mesmo. Cada um “puxa a brasa á sua sardinha”, a Europa da solidariedade e dos direitos sociais são renegados para segundo plano. O desemprego é galopante e o futuro uma incógnita! A instabilidade social infelizmente será uma realidade! … Um Nobel da Paz que trás “agua no bico”!... A Europa caminha para o abismo social, dando prioridade a parcerias com países sobrepondo-se as questões económicas e financeiras em detrimentos dos direitos humanos e justiça social. Falso conceito de “partilha” nas relações humanas num jogo de verdades e mentiras, num diz que disse e não disse, este jogo de palavras e trocadilhos desta classe política repugna-me. Os trabalhadores europeus são vítimas de uma economia globalmente desigual, só porque os políticos neoliberais e não só fecham os olhos a tudo isto. Portugal não é excepção, tenho que admiti-lo que este governo é o embrião dessas políticas, até hoje não apresentou qualquer medida que transmitisse confiança, optimismo, alegria, esperança aos portugueses. Afinal o meu voto serviu para quê? Entristece-me ver o meu país com mais de 800 anos de História submetido a tão grande humilhação e o mais grave, é que os contribuíram para esta situação continuam por aí!... Só sabem pedir sacrifícios, mais impostos, mais desemprego, mais miséria. Estes ministros adoptaram uma postura estandardizada, uma linguagem e imagem comum sustentada numa tecnocracia principalmente os homens das finanças, transformaram-se em comerciais da “Regisconta”, forçaram os portugueses a pegar em calculadoras obrigando-os a fazer contas. Primeiro, foram os “Magalhães” agora são as calculadoras e cada vez que oiço o Gaspar/ Moedas tremo!... São uma incógnita as suas declarações, repletas de presentes envenenados numa linguagem tecnocrata de difícil percepção para a maioria dos portugueses. E se isto falhar? Quem assumirá as responsabilidades ao colocar milhares e milhares de portugueses em desespero, sem emprego, com fome, sem qualquer perspectiva quanto ao futuro! E se isto falhar? Quem se responsabilizará pela perda de inúmeras poupanças a que os portugueses foram forçados a recorrer! E se isto falhar? Qual a recompensa para estes senhores? Serão condecorados no 10 de Junho? Serão colocados em algum lugar de destaque algures na Europa, na chamada migração “luxuosa”? Pois a justiça não funciona!... Podem justificar-se!... Podem até corrigir-se!... Podem até pedir desculpas, mas ficarão na história deste país pela negativa!… Os portugueses jamais os esquecerão… E isso ver-se-á em próximas eleições…Com “tanga” ou sem “tanga”, os portugueses desta vez vão ter memória ao contrário da Europa continua com memória curta!... A entrevista de Jean Claude Juncker é bem elucidativa no ambiente que se vive actualmente na Europa.

 

 

 

quinta-feira, 18 de outubro de 2012


 Profecias!...

Governar assim é fácil. Quando não há dinheiro, retira-se aos portugueses e resolve-se a questão. Assim é fácil e como diz o ditado “com as botas do meu pai sou eu um homem”! A crise tem servido para tudo. Inclusive, génios e videntes reuniram-se em Vilar de Perdizes este fim-de-semana, confirmando desde já a profecia dos Maias: “o mundo acaba em 2012”. Porquê preocuparmo-nos!? Não há “mixórdia” que lhe valha. Porém, o congressista Gaspar num rasgo de “bruxaria” tecnocrata inventou uma poção mágica nunca utilizada e pouco recomendável. Com pitada aqui e ali vai cozendo em lume brando uma alternativa amarga, azeda até mais não, de sabor a piorno mas nada, mesmo nada consistente quanto á cura. Mas tudo bem, se o vidente Gaspar através de cálculos e fórmulas consegue garantir que tudo dá certo, nada melhor que perguntar ao vidente-mor Peter Passos quais as garantias desta poção mágica? Pode não dar certo! Imaginemos os condimentos fora de prazo ou as quantidades erradas e desajustados ao espaço e ao tempo! Pode acontecer o imprevisível e não era primeira vez, é natural que alguém se responsabilize! Será a temperatura adequada aos padrões mínimos de sobrevivência? È que a temperatura está elevada é natural que nos preocupemos, porque nós ficamos por cá, aguentamos firme. Agora, já quanto aos senhores videntes Gaspar, Moedas e ao senhor vidente-mor não sabemos se partem ou se ficam… Ou talvez tenham garantias em rumar a outras paragens aliás, como outros o fizeram em tempos. Muito bem, ficamos a saber que não há garantias de nada. Ninguém se quer responsabilizar quanto ao futuro… Fracos videntes!... Passos não sabe bem os “passos” que deve dar. Gaspar não passa de um pseudomago, nem rei nem roque. Moedas, só de coleção certificada. Quanto ao resto, não cabem no meu imaginário. Este é o mundo virtual dos governantes, a nossa realidade é diferente da deles… E continuo a insistir!... E se falharem os objectivos? Quem se responsabiliza pelos sacríficos pedidos aos portugueses e os custos sociais que acarretam? Quem se responsabiliza pelas falências de empresas, pelos milhares desempregados, pela perda de património de muitas famílias? É uma questão que devemos colocar a quem nos governa. Não basta o julgamento político através do voto. É necessário o julgamento nos tribunais cíveis, assim se evitava a situação a que chegámos hoje. Utilizar a política como "hobbie promocional" á custa do sacrifício dos portugueses, é feio e mau. Há fome e muito sofrimento em Portugal, haja bom senso e respeito.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012


SAGRES

 
Ao longo do litoral alentejano desloquei-me recentemente ao Algarve desfrutando a belíssima paisagem sem perder de vista o mar. O meu objectivo era “matar dois coelhos numa cajadada”. Primeiro, avivar a memória num percurso há muito afectuado. Segundo, conhecer um novo local há muito desejado. Sagres foi o destino e nada melhor que Sagres para uma reflexão oportuna ao momento que vivemos. Confrontando o passado vivido nos seculos XIV e XV com o tempo presente, há dois aspectos curiosos que se adaptam á realidade dos tempos: aventura e mudança. Ambas podem ser analisadas numa perspectiva positiva ou negativa em função dos factos ocorridos no passado ou na actual conjuntura politica/ social. No passado valeu a pena o esforço, o sacrifício dos nossos heróis numa aventura com rumo que marcou definitivamente os destinos de Portugal, uma herança de feitos históricos espalhados pelo mundo unidos num idioma comum!... E isso... Ninguém nos pode roubar, 900 anos de história. Há um idioma, há vestígios, há uma relação de forte amizade e cooperação com esses Povos espalhados pelo mundo e o português é falado em todos os continentes.
   Naquela época os aventureiros tinham uma ambição expansionista de conquista, enquanto os de hoje são subjugados pelas regras impostas por terceiros numa excessiva politica recessiva impondo ao povo enormes sacrifícios numa aventura sem rumo. Crise e mais crise e só crise, uma palavra que entrou rotineiramente na vida dos portugueses há mais de trinta anos, mas esta é mais profunda e transversal a todas as gerações. Vai deixar marcas e feridas… Muitas delas difíceis de sarar, num país doente, deprimido, injustiçado, sem rumo.
 Por isso, nada melhor que reencontrar neste local austero, tenebroso, cercado de enormes rochedos, batidos por ondas e vento agreste a beleza arrepiante de um local que noutros tempos o transformaram como centro nevrálgico á investigação náutica. Ponto de partida na descoberta de novas terras, novos mundos, sonhos e aventuras transformados em realidade. Estas são marcas de outros tempos, passados quase 700 anos permanecem na memória e envoltas em mistério, medos, lendas. “O fim do mundo” como era conhecido, o que adoça ainda mais a curiosidade e a interrogação de tais feitos. Sim, como foi possível este pequeno povo, localizado na extremidade mais ocidental da Europa e em circunstâncias extremamente difíceis, (basta ir ao local) desafiar as forças da natureza enfrentá-las com coragem, com determinação, sem medo? Só há uma explicação!... Acreditar!... Acreditar que é possível mudar a história. Só os grandes desafios são importantes!... Mas é necessário acreditar. Foi assim no passado, é no presente e será no futuro. Quantos morreram na luta pela Liberdade e Democracia, porquê? Acreditaram que um dia seria possível a Liberdade. Quantos teriam morrido para concretizar o sonho dos Descobrimentos Portugueses, um dos feitos mais importantes da história de Portugal e do Mundo. Porque acreditaram!...
   Hoje, são poucos os portugueses que acreditam, tal como eu. Sinto que tudo “cheira” a falso e nada mais há em quem acreditar. Sinto que nada disto me pertence. Está tudo hipotecado… Prevalece a mentira contínua numa esperança fugaz de quem a todo o custo quer ter Poder. Seja no governo, numa autarquia ou em qualquer outro lugar, são todos iguais. Não têm coragem em assumir o erro, de corrigi-lo e pedir desculpas ou simplesmente demitirem-se. Conseguem dar sempre a volta ao texto e normalmente a culpa é sempre dos antecessores, dos outros, um hábito de um ciclo viciosos tipo “pescadinha de rabo na boca…E no fundo culpados somos todos.

 

 

 

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Os Excessos!,,,



Vivemos tempos difíceis. Ninguém consegue prever o futuro, marcado por uma imprevisibilidade excessiva num extremar de posições vindo de todos os quadrantes da sociedade. Vive-se um ambiente de permanente tensão e pressão. Sente-se que a qualquer momento a corda vai partir! Para que lado, não sei! Só sei, que o momento é propício á manipulação, aos excessos e á demagogia. Por detrás desta aparente acalmia social, há uma realidade que ninguém de bom senso deve ignorar. Há fome em Portugal. Há muitas famílias que vivem no limite das suas capacidades económicas. Já deram tudo o que tinham a dar e até hoje, não vi nem senti por parte deste governo uma medida concreta que transmitisse esperança aos portugueses. Preocupa-me a frieza e a tonalidade vocal rectilínea da insensibilidade tecnocrata de alguns políticos que confundem números com pessoas e pessoas com coisas, numa sobranceria indisfarçável na difícil solução de enfrentar o problema, com elevação, dignidade e respeito perante aqueles que sentem na pele a dureza da austeridade. Passámos dos oito a oitenta, do excessivo optimismo de Sócrates, ao malfadado excesso de rigor de Passos Coelho. Com teimosia excessiva perde-se a razão e neste caso concreto, há uma excessiva obsessão pelos números e uma excessiva ausência de preocupação pelas questões sociais. Vivemos num país desigual nos números, nos direitos e nos deveres. Tentam arranjar culpados por tudo e por nada. Vigiam-se todos uns aos outros… Aponta-se o dedo a Este ou Aquele. Verdade, verdade é que culpados nunca há… E se os há, são julgados a “conta-gotas” de recurso a recurso até á prescrição de cada caso. Não se iludem. È escusado, todos têm telhados de vidro!... Seria bom que da esquerda á direita os dirigentes fizessem uma autocritica ao seu comportamento político ao longo destes anos!...

   - Teimosamente em 2004 se fizeram dez estádios de futebol e poderiam ser somente oito.

    - Muitas autarquias fizeram investimentos de milhões de euros e hoje esses empreendimentos estão “às moscas” ou abandonados, sem qualquer rentabilidade.

   - Construíram-se auto estradas, cuja rentabilidade e frequência não justificavam tal investimento.

   - As grandes superfícies comerciais cresceram como cogumelos, atrofiando-se umas às outras em distâncias muito curtas, fomentando assim a especulação imobiliária na periferia deixando ao abandono o parque habitacional das vilas e cidades.

  - Os ordenados e as regalias de Alguns disparam em 200% ou mais igualando a Europa, enquanto outros ficaram com as migalhas da europa do terceiro mundo.

   - Aprovou-se uma lei de interrupção voluntaria da gravidez sem definir uma política de apoio á natalidade. Abrem-se clinicas para abortar e fecham-se maternidades. Não é por acaso que o interior do país está envelhecido.

      Enquanto não se inverter esta situação com políticas que acabem com as assimetrias e as desigualdades regionais, continuaremos a manter quase dois terços do território nacional praticamente deserto. É urgente uma política de repovoamento do interior que promova o desenvolvimento rural, recuperando o património histórico e habitacional nas aldeias, vilas e cidades do interior. Uma coisa é certa. Nada vai ficar como dantes, os portugueses começam a desesperar e se nada for feito para lhes devolver confiança quanto ao futuro, corremos o risco de transformar este país numa instabilidade social permanente.


quarta-feira, 18 de abril de 2012


Os Dinossauros!...

  Preocupam-me algumas declarações públicas dos chamados “dinossauros” do Poder Local, que a pretexto da Reforma Administrativa e Ordenamento do Território dão sinais de apego ao Poder, apelando ao governo e aos partidos para alterarem a lei de limitação de mandatos. Quando vejo autarcas exigirem mais respeito e tratamento “especial” por parte do governo, numa “pressão” tipo ameaça!... É mau sinal!... Em política, como tudo na vida, tudo tem o seu tempo e o deles já era. Vinte ou trinta anos de Poder é muito tempo. Tempo suficiente para colocar no terreno todos os “tentáculos” que possibilitam ganhar sucessivas eleições. Por isso, não admira a dificuldade que a oposição tem em destronar democraticamente quem permanece no Poder há muitos anos. Passou-se da Democracia á ditadura da democracia, quase tantos anos de Poder como a ditadura de Salazar, com uma excepção…O Voto popular. E isto em meios pequenos é grave. Tem repercussões muito negativas no ponto de vista politico e de relacionamento democrático, confundem-se direitos com deveres, favores com obrigações num “saco” de interesses cujo objetivo final é o “voto”. Chamo a isso um voto semi-comprado… Em muitos casos não se vota pela competência, mas sim pela prepotência e “medo”. Não é por acaso, que já falam na possibilidade de concederem aos que estão no Poder em final de mandato a oportunidade em concorrerem por outro concelho ou freguesia, uma forma subtil de lá permanecerem. Sinceramente, acho tudo tão caricato, desprestigiante para a Democracia e para o País.  Alguns autarcas argumentam que a sua saída é uma perda de mais-valia e experiencia para o País... Cai por terra, quando bloqueador de oportunidades a outros cidadãos e inibidora de ideias na resolução dos problemas da sua terra. Um verdadeiro autarca não pode, nem deve ser controleiro das iniciativas da sociedade civil. Deve ser isso sim, mobilizador de vontades e de consensos tendo como base um programa, para que as populações saibam o verdadeiro sentido do voto e não prisioneiros de “falsas promessas” ou de “caprichos megalómanos” de algumas personagens. Há muita gente competente que gostaria de colaborar activamente em projectos locais, não sucede porque os tais “barões” já não são uma solução… São um problema. Seria importante os partidos analisarem cuidadosamente estas questões, tendo em conta factores endógenos de ordem cultural e histórica, que para o legislador poderão ser menores mas para quem vive o dia á dia das populações são muitíssimo importantes nomeadamente, o bairrismo e o enraizamento local dos candidatos principalmente em zonas do interior de pequena dimensão. Será que as populações aceitarão pacificamente uma “figura” nomeada pelas estruturas partidárias para satisfazer a vontade do partido ou do “amigo”? Quem exerceu ou exerce cargos políticos sabe que em Democracia tudo é transitório. Por isso, o exercício do Poder deve ser encarado como um acto nobre em Servir e não Servir-se das funções para que foi eleito ou nomeado. Ora, em Portugal criou-se a sensação de que as coisas não são bem assim, isto por culpa de alguns políticos nomeadamente autarcas, que em muitos casos transformaram o seu concelho num pequeno feudo controlando tudo e todos, prejudicando em muitos casos a livre iniciativa das populações. Por isso sou a favor da limitação de mandatos, sem oportunismo de transferência para este ou aquele círculo eleitoral. Todos lucravam.




sexta-feira, 9 de março de 2012


A MEMORIA DAS PESSOAS É CURTA!...

Fico contente quando a Assembleia Municipal enaltece o mérito de qualquer fronteirense e mais me satisfaz quando se trata de um grande amigo. Isto vem a propósito que no passado dia 17 de Dezembro um membro da Assembleia Municipal, deu conhecimento e muito bem ao plenário, pela eleição do Juiz Conselheiro Dr. António Francisco de Almeida Calhau para Presidente do Supremo Tribunal Administrativo. A iniciativa do Dr. Mário Campos é de louvar na certeza que o fez com enorme satisfação e com grande espirito bairrista. Sinceramente, acredito piamente na sua boa intenção, já quanto ao segundo interveniente que consta na acta…Tenho algumas dúvidas. Mas a minha perplexidade vem pelo facto de não se ter ido mais longe. Ninguém tomou a iniciativa em apresentar ao plenário um voto de felicitações pela eleição de tão ilustre fronteirense, uma oportunidade legítima de tomada de posição pública assumida pelo órgão autárquico mais representativo do concelho congratulando-se pela eleição. Uma vez mais a Assembleia remeteu-se ao silêncio aliás, uma prática que infelizmente vem sendo hábito, descorando muitas vezes situações pelas quais os eleitos deveriam ser mais incisivos e sensíveis perante questões de ordem moral e ética. È pena que muitas vezes se confunda solidariedade institucional em matérias relevante para o concelho, com a livre opinião crítica enquanto cidadãos eleitos pelo Povo. Sinto orgulho em ser fronteirense, mas também me sinto desiludido e dececionado, quando inesperadamente confrontado por questões de ordem pessoal, puseram á prova que a memória das pessoas é curta. Posso dizê-lo que fiquei vacinado. Infelizmente, recentemente confirmei-o. O falecimento do meu Pai trouxe-me á memoria o seu percurso de vida como cidadão, amigo de Fronteira, bairrista, mas também como vereador da Câmara Municipal, Presidente da Assembleia Municipal, fundador do Atlético Clube Fronteirense e não só… Até hoje, nem um voto de pesar dirigido á família por parte do órgão que tão dignamente representou ao longo de três anos, a Assembleia Municipal, num período difícil da vida política nacional. Só se valoriza a Democracia respeitando o passado de todos aqueles que exerceram funções independentemente da sua ideologia ou religião. Fronteira só fica a ganhar. É pena que estejamos a descurar esses princípios por esquecimento ou não, a ausência de um “pequeno gesto” só confirma que de facto a memória das pessoas é curta.


sábado, 4 de fevereiro de 2012

ESTOCOLMO: UM SONHO REALIZADO

 Passam poucos minutos das 6 da manhã. A família desloca-se num táxi a caminho do aeroporto. Durante minutos mantive algum diálogo com o motorista, mas rapidamente passei a “bola” às mulheres. O meu problema era outro. O meu silêncio repentino não engana, não conseguia disfarçar a ansiedade e o medo. Tento abstrair-me momentaneamente do diálogo bem animado entre mãe e filha, pudera! … Vão passear! … Eu também gosto mas, ir de avião… È um martírio. Só atenuado por um desejo antigo da minha juventude, conhecer Estocolmo… E também pelo efeito retardado do calmante, contributo importante para esquecer o “medo”. Mais calmo, desfruto através dos vidros do carro a cidade, a beleza da noite, na sua envolvência em tudo que representa e move em seu redor. Vejo ao longe uma cidade desperta no silêncio salpicada aqui e ali de pequenos focos luminosos desconexos, suspensos no espaço numa alternância de preto e branco ora se apagam ora se acendem. Lisboa é linda, vive ao ritmo do tempo semi-acordada, semi-adormecida, com menos trânsito mas, nem por isso com menos vida. Aproximo-me decifrando de perto esta ilusão óptica perante uma realidade de centenas ou milhares de luzes que sobressaem dos edifícios. Interrogo-me? O que se passará para lá daquelas paredes? Naquela sala, naquele quarto, naquela mesa ou naquele sofá, quantas histórias de vida se desenrolam naqueles pequenos grandes cubículos? Alegrias, tristezas, sexo, amor, negócios, raiva, ternura, agressões, dor, sofrimento, morte… Vidas! … Uns que chegam e outros que partem com novas histórias e novos desafios, alicerçados em experiência passadas e vividas na cidade. Algumas até poderão ser notícias de jornal no dia seguinte ou talvez tema de alguma novela… Ilusões da vida real, boas e más numa cidade que não adormece, vive um ritmo diferente talvez, mais excitante e menos stressante. E por falar em “stress”! … Um ruído quase rasante das turbinas de um avião sobrevoam as nossas cabeças, despertaram-me novamente e quase sem dar por isso, já sentia a azáfama do aeroporto num vaivém contínuo de pessoas que procuram como nós cumprir as formalidades habituais do check-in.

Foram quatro horas e alguns minutos de voo entre Lisboa e Estocolmo. Decorreram com normalidade, talvez pelo desejo rápido em chegar e concretizar o “sonho” que nem dei pelo tempo passar. Finalmente Estocolmo, tinha uma semana para visitar a cidade e cumprir a “promessa”, mas porquê a Suécia?

 Estive quase a visitar a Suécia em 1976 retribuindo a visita realizada ao distrito (Portalegre) por uma delegação sueca do Partido Social Democrata. Não fui e já não me recordo quais os motivos. Ainda tenho uma peça de artesanato feita em madeira O Cavalo Dala, símbolo equiparado ao nosso Galo de Barcelos, oferecido pelo responsável da delegação. Nessa época quando se falava em Social-democracia ou Socialismo Democrático vinha logo “á baila” o modelo sueco, passado estes anos todos … Nota-se. Sempre simpatizei com o modelo sueco em termos de organização política, social e económica. Sem dúvida Olof Palme foi uns dos principais mentores nesse desenvolvimento e crescimento do país. Foi amigo de Portugal, lembro o envio de casas e escolas pré-fabricadas em betão logo a seguir á descolonização para acolher os portugueses vindos das ex-colónias por exemplo, a antiga escola localizada na Avenida Heróis os Atoleiros em Fronteira foi oferecido pelo governo sueco nessa altura governado por Olof Palme. Foi no dia 28 de Fevereiro de 1986 que Olof Palme foi assassinado quando regressava do cinema com a sua mulher. Esta pequena e singela crónica serve para recordar e homenagear o Estadista, O Homem, O Politico, que esteve sempre na primeira linha em defesa dos direitos humanos, contra o Apartheid, guerra do Vietname, em defesa dos movimentos de libertação que lutavam pela independência. Ainda hoje está por explicar o seu assassinato (como Sá Carneiro). O mundo foi surpreendido mas sobretudo, por se concretizar num país que parecia imune a este tipo de crime. O estilo de vida sueco, o seu bem-estar, a relação de empatia estado-cidadão, numa convivência e relacionamento democrático aberto e muito liberal nada fazia prever que tal crime acontecesse. Por isso, tinha que ir a Sveavägen local onde foi assassinado Olof Palme e ao cemitério Adolf Fredriks Kyrka onde se encontra o seu túmulo, uma enorme pedra gravada unicamente com a sua assinatura demonstração de simplicidade ou talvez por ironia “vamos pôr uma pedra sobre o assunto”! … Até hoje! …




quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

RECORDAÇÕES DE NATAL ! ...


  Mais ou menos nesta altura e á medida que o Natal se aproximava, sentia-me um privilegiado no meio dos garotos da minha idade. O Natal para mim chegava sempre mais cedo. Quando em Novembro o meu pai recebia as encomendas de chocolates e as colocava sorrateiramente nas prateleiras mais altas… Não resultava! Todos os anos repetia a mesmo gesto, com algumas alterações aqui ou ali na mudança de local, mas era inútil. Os embrulhos coloridos de bonecos e símbolos natalícios estampados nas caixas não enganavam ninguém. Eram dezenas de pequenas caixas, numa variedade enorme de deliciosas iguarias de chocolate. Todos os dias escalava a doce montanha na tentativa de fazer um “buraquito” em cada caixa para “tirar” um chocolate. Esta missão era sempre uma incógnita. Uma vez pegava um ratinho, noutro dia a bolota e assim sucessivamente passando pelo lápis, a libra, a sombrinha, a banana, o coelhinho, o sino, o autocarro… E como não sabia o que vinha á mão, uma ou outra vez lá acertava numa peça mais “graúda”, uma enorme tablete da Regina ou num “gorducho” Pai Natal… Até dava para repartir pelos meus amigos! … Provava de tudo e nada me “escapava”… O meu pai sempre soube destes pequenos assaltos. Mas havia como espécie de pacto, numa cumplicidade silenciosa de não agressão até ao dia em que eram colocados á venda. A partir daí era expressamente proibido comer chocolates. Mas como já tinha o minha “dose”, estava satisfeito e de “barriguita” cheia! … Podiam estar expostos, que eu não lhes ligava. Na véspera de Natal a maioria das pessoas faziam as compras num corrupio á loja do António Branco, repartindo logo ali as doses em função do sexo e do número de filhos, escolhendo as “fantasias de chocolate” para colocar no “sapatinho” e como o dinheiro não abundava as pessoas contentavam-se com o que havia, não deixando de cumprir a tradição. A pureza do gesto sobressaia nos rostos das pessoas, nos olhares sofridos de um dia de trabalho mas numa alegria sentida e pura, contagiando tudo e todos num ambiente de sorrisos e boa disposição. Esta forma de estar e de ser numa relação de proximidade perdeu-se ao longo dos tempos. As coisas simples foram substituídas pela sofisticação consumista, pela grandeza dos espaços ao gosto e á dimensão das “bolsas” de cada família. È com alguma nostalgia que sinto essa ausência. Aquela sensação difícil de explicar, que pairava no ar num misto de afectos, de sentimentos, de aromas, de sabores, o cair da noite, o nevoeiro, o cheiro dos lagares de azeite, o madeiro a arder, o presépio na igreja, ao missa do galo é nesta atmosfera provinciana que a família e os amigos se juntam em Paz  para comemorar o nascimento do menino Jesus. Para mim a Espírito de Natal é toda esta envolvência. Aproveito a oportunidade para desejar a todos os leitores do “FRONTEIRA COM ROSTO” um Feliz e Santo Natal, com muita saúde para podermos enfrentar o “futuro” com coragem e determinação.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A Entrevista da "Treta"! ...

No passado dia 28 de Setembro o jornal “Alto Alentejo” publica uma entrevista com o actual presidente da Câmara de Fronteira, Desta entrevista retiro três conclusões – fracasso no projecto, incompetência na gestão e total isolamento político. - O entrevistado afirma a dado passo: «Sinceramente considero que a minha influência e a minha gestão do município foi muito positiva para Fronteira, pois desde o inicio percebi o caminho que o Pais iria tomar e isso permitiu-me ser cuidadoso em algumas questões» - estamos perante um superdotado ou um novo vidente de Vilar de Perdizes? … Se há 18 anos já previa a “desgraça”, porque deixou chegar o concelho a esta situação? Ver dados estatísticos dos últimos Censos … Mais adiante afirma «ao longo destes 18 anos foi frustrante para mim tentar desenvolver projectos que poderiam de facto trazer algum desenvolvimento para Fronteira e não o poder fazer por causa da Administração Central» - já faltava a eterna desculpa! … Os culpados são sempre os outros por exemplo, …. «Sim, é verdade, tivemos também a hipótese de ter aqui um grande projecto turístico, mas infelizmente o seu promotor faleceu» - azar … e depois vem a luta frustrada - «0 Governo anterior não quis propositadamente, por ser Fronteira, emendar o que estava mal. E embora tenhamos conseguido a alteração da Lei (lei das Finanças Locais) que foi benéfico para outros concelhos, o Governo continuou a não querer aplicar a alteração através de desculpas e Fronteira foi o único concelho que acabou prejudicado». Uma luta inglória… confirmação há muito esperada e reconhecida pelo próprio na entrevista «vou voltar a tocar no assunto, porque mesmo sendo do mesmo partido politico (do Governo) não vou ficar calado. E já começou com um Ministro que não me quis receber, o que nunca aconteceu com Ministros de outros Governos.» Perda de influência e credibilidade política? Aliás, este discurso é reflexo de um percurso repleto de ziguezagues, pouco consistente nas ideias e no comportamento político. Ao longo destes anos acumularam-se erros e mais erros. È pena que nesta entrevista o principal responsável não saiba reconhecer humildemente que “falhou”, que “errou” e que a incompetência na gestão ao longo de 18 anos é visível em muitas opções que tomou. Tudo bem espremido foram nada ou quase nada, muitos casos, muitos folhetins, muito dinheiro gasto, muita propaganda… e resultados concretos… nada mesmo! … Não existe em Fronteira nenhuma obra de referência que funcione com cabeça, tronco e membros… Tudo é passageiro e de pouca durabilidade. Foi sem dúvida uma entrevista da treta, pouco objectiva na abordagem … Ao seu estilo de sempre. Faltou falar do “caso” Spira. Do mau investimento do Observatório em termos de custo-beneficio do mesmo. Do porquê da aquisição de um Balão de Ar Quente pelo Município e de uma escola de balonismo será um investimento prioritário no momento actual? Não explicou porque estão fechados o Restaurante da Ribeira, Estação de Cabeço de Vide, a Piscina coberta, o empreendimento da Serra de S. Miguel, porque falharem as sucessivas gerências? Curiosamente também não foi explicado porque assinou uma adenda de colaboração com a Universidade de Évora ficando a pagar a esta instituição o valor de 850€ mensais para dinamizar o Observatório Astronómico. Eis o exemplo de um mau investimento público, o Município investe cerca de 4 milhões de euros e paga a outros para rentabilizar e dinamizar o seu próprio património! …. Belo negócio! … (acta 9 de 2011) Fiquei também a saber que no Verão passado o Observatório recebeu 850 visitas, curiosamente o mesmo valor que o município pagará em euros á Universidade de Évora. Mas ficámos sem saber se essas visitas foram gratuitas ou pagas! Será que o Centro de Interpretação dos Atoleiros não sofrerá do mesmo sindroma? Um investimento de mais de 5 milhões de euros, um pequeno “elefante branco” a somar a mais 4 milhões do observatório… È obra. Um excelente contributo para o aumento de défice e o mais grave é que o retorno destes investimentos é nulo ou quase nulo! …

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Poema de agradecimento à corja

Obrigado, excelências.
Obrigado por nos destruírem o sonho e a oportunidade
de vivermos felizes e em paz.
Obrigado
pelo exemplo que se esforçam em nos dar
de como é possível viver sem vergonha, sem respeito e sem
dignidade.
Obrigado por nos roubarem. Por não nos perguntarem nada.
Por não nos darem explicações.
Obrigado por se orgulharem de nos tirar
as coisas por que lutámos e às quais temos direito.
Obrigado por nos tirarem até o sono. E a tranquilidade. E a alegria.
Obrigado pelo cinzentismo, pela depressão, pelo desespero.
Obrigado pela vossa mediocridade.
E obrigado por aquilo que podem e não querem fazer.
Obrigado por tudo o que não sabem e fingem saber.
Obrigado por transformarem o nosso coração numa sala de espera.
Obrigado por fazerem de cada um dos nossos dias
um dia menos interessante que o anterior.
Obrigado por nos exigirem mais do que podemos dar.
Obrigado por nos darem em troca quase nada.
Obrigado por não disfarçarem a cobiça, a corrupção, a indignidade.
Pelo chocante imerecimento da vossa comodidade
e da vossa felicidade adquirida a qualquer preço.
E pelo vosso vergonhoso descaramento.
Obrigado por nos ensinarem tudo o que nunca deveremos querer,
o que nunca deveremos fazer, o que nunca deveremos aceitar.
Obrigado por serem o que são.
Obrigado por serem como são.
Para que não sejamos também assim.
E para que possamos reconhecer facilmente
quem temos de rejeitar.•
Joaquim Pessoa
--------------------------------------------------- --------------------------------------------------- --------------------------------------------------- ---

terça-feira, 3 de maio de 2011

Pitacas e Leopoldinas

Logo após o 25 de Abril de 1974 em pleno PREC (Período Revolucionário em Curso), surgiu na RTP um programa relacionado com as actividades económicas cujo título não me recordo mas sei, que um dos protagonistas era um senhor chamado Pitacas, que através do seu programa semanal conseguiu lançar na opinião pública a suspensão sobre os pequenos comerciantes. Nessa época tal como hoje, o poder da televisão era enorme e a conjuntura propícia ao conflito verbal, ao ódio, á desconfiança entre os portugueses. Dávamos os primeiros passos em Democracia e vivíamos um período de instabilidade política muito semelhante ao que se vive hoje em termos sociais. O programa televisivo era muito incisivo. Debaixo de uma grande pressão psicológica e na presença das partes em confronto, num quase massacre de perguntas e respostas em muitos casos levados ao um extremo do conflito não só verbal como físico, isto perante as câmaras da televisão.
As pessoas visadas sentiam-se incomodadas e no fundo, nem culpa tinham de terem vivido quase 50 anos integradas num sistema imposto pela ditadura, injustamente acusados de sabotagem económica. Estava dada a primeira “machadada” no pequeno comércio tradicional nos pós 25 de Abril.
Tempos depois, surgiam os centros comerciais e mais tarde as grandes superfícies apadrinhados pelos novos Pitacas do regime, em conivência com o Poder Central e Local que “revolucionariam” o sector terciário tanto na distribuição como na comercialização e aqui todas as forças partidárias foram coniventes. Foi um ápice a proliferação destes pequenos “monstros comerciais”, descaracterizando em muitos casos a paisagem urbana nas cidades e vilas do país. È certo que o consumidor beneficiou com a diversificação na oferta e preço, criando-se novos hábitos de consumo mas, aumentou também o endividamento, as falências e aos poucos o pequeno comércio era lançado às “urtigas”… O golpe final estava dado. Hoje o pequeno comércio tradicional praticamente desapareceu. Existe apenas para encher a boca de alguns políticos em períodos de campanha eleitoral, com promessa de mais apoio. Não é por acaso que as maiores fortunas do país pertencem a empresários do sector.
Foi sem dúvida o sector que mais cresceu em Portugal, a par do sector financeiro por motivos diferentes. O primeiro, pela mão-de-obra barata e pouco qualificada e o segundo, pela redução de custos devido á evolução tecnológica e pela agressividade comercial tipo dominó.
Presentemente os centros urbanos estão ao abandono. Outrora o comércio tradicional dava-lhes vida. As pessoas passeavam á noite e viam as montras bem iluminadas, decoradas e pouco ruidosas agora, foram substituídas por bares nocturnos, criando um ambiente muitas vezes incómodo aos moradores que aos poucos são forçados a abandonar estes locais típicos e históricos. Há tempos nos “Prós e Contras” da RTP a representante dos comerciantes do Porto foi clara, “a desertificação das zonas históricas do Porto, o seu estado de abandono e a fraca afluência de clientes á baixa portuense, deve-se não só á crise económica mas principalmente ao deslocarem para as periferias das grandes cidades as zonas comerciais”. Os problemas do Porto são semelhantes a Lisboa. Tomemos como exemplo um raio de 20 a 30 km num ponto de referência a Rua Augusta. Poder-se-ão enumerar a quantidade de novas zonas comerciais, com as mesmas marcas, com os mesmos produtos, com os mesmos clientes e o mais grave com o poder de compra a baixar. Se caminharmos para o interior o panorama é o mesmo. Criam-se novos pólos comerciais nas periferias das cidades e vilas e o centro outrora dinamizado pelo comércio local está “às moscas”. Esta ilusão simplista por parte dos poderes centrais e locais em criar e expandir novas zonas comerciais, abandonando de vez a recuperação e requalificação dos centros históricos das cidades e vilas resultam no imediato, mas abrem-se outras “brechas” em termos sociais. Com o abandono desses espaços aumenta a insegurança, a criminalidade, o consumo de droga, a prostituição, o envelhecimento e a degradação de um património arquitectónico e histórico que marcaram várias épocas e gerações. Esta megalomania instalada há décadas na nossa sociedade é culpa de todos. Ao construir-se desmesuradamente acima do que é razoável e justo, ausência de planeamento, sem a avaliação correcta do custo-benefico desses investimentos, criará a curto ou médio prazo mais desemprego. O crescimento do sector por metro quadrado não pode dar para todos, alguém ficará prejudicado. Normalmente são os trabalhadores os mais prejudicados, porque os investimentos estão salvaguardados por apoios concedidos às empresas pela influência e a pressão política do Poder Autárquico, puxando cada um a “brasa á sua sardinha” e assim, cresceram como “cogumelos” as zonas comerciais, os estádios de futebol, as auto-estradas e outros investimentos que agora estão “fechados” pelo elevado custo de manutenção e ausência de rentabilidade. È nesta disputa de rivalidades e influências, que 37 anos depois do 25 de Abril continuamos a viver de velhos sonhos e ilusões num excesso de demagogia. A crise é uma realidade evidente, as injustiças e desigualdades sociais infelizmente são um facto consumado diariamente. O mais grave, é que a classe política, gestores e responsáveis deste país não têm coragem de fazerem uma auto-avaliação, uma introspecção ou uma auto-critica ao seu comportamento ao longo destes anos e muitos foram os erros cometidos. Como é possível em trinta e sete anos de Democracia ter aumentado o número de “novos-ricos”, num país que viveu quase sempre debaixo da alçada do FMI? Em 37 anos esta é a terceira vez que “levo por tabela” e não sou culpado pelas asneiras dos outros, pela incompetência e por decisões que tomaram sem meu consentimento. Não sou culpado pelo mau funcionamento da justiça! Não sou culpado pelas reformas milionárias concedidas! Não sou culpado por “chorudas” indemnizações com pouco tempo de trabalho! Não sou culpado pelos altos salários que usufruem determinadas classes sociais! Não sou culpado pelos maus investimentos feitos em muitas autarquias e empresas do estado! Não sou culpado pelo fomento de maiores desigualdades sociais! Como surgiram repentinamente um elevado número de empresários de sucesso? Como foi possível, se a palavra “crise” existiu sempre no nosso vocabulário e no dia-a-dia da maioria dos portugueses? Hoje sou confrontado com uma SITUAÇÃO A QUE FUI ALHEIO, ninguém me transmite confiança suficiente para acreditar no futuro de Portugal. Muitas vezes interrogo-me. Será que o meu voto mudará alguma coisa? Será que o meu voto não contribuirá para crescerem mais “Sem-abrigo”, as Leopoldinas, as Sic Esperança, os Bancos Alimentar, as AMIs? Se tivesse a certeza que o meu voto aumentava o emprego dos jovens, que fazia funcionar a justiça, que responsabilizava todos por tudo, que valorizava o mérito e a competência, que só havia uma verdade e não várias verdades, que dignificava Portugal pelo seu passado e pela sua História…mas "gato escaldado, de água fria tem medo"! Isso depende de nós. Eu já decidi. Mas não digo. Os Pitacas de ontem, são as Leopoldinas de hoje.