sábado, 8 de julho de 2017


OH, GENTE DA MINHA TERRA!...

O PS apresentou o cabeça de lista á câmara de Fronteira sem surpresa. Já se falava e confirmou-se.  Perante esta escolha colocam-se várias questões entre elas, saber como  reagirá o eleitorado socialista do concelho a tal decisão. Pois claro, porque votar em Pedro Lancha não é o mesmo que votar no Partido Socialista e mais, não são 10 ou 15 activistas locais do concelho que representam a liberdade e o sentido de voto dos  simpatizantes socialistas!...Porque votar no PS em Fronteira é unicamente votar Nele, só Nele e para Ele... Pedro Lancha. Depois, como reagirão algumas das figuras proeminentes do PS local que ao longo de quase 20 anos ou mais foram enxovalhadas e quase humilhadas publicamente pelo actual candidato do PS numa linguagem agressiva atingindo por vezes questões do foro pessoal e familiar, será que tudo isto caiu em “saco rôto”?  È curioso como alguns elementos do seu “staff” falam do passado como que o seu candidato nada tivesse a ver com ele, foram 20 anos de gestão Lancha. Há uma tentativa de branquear o passado do candidato PS, tentando lançar para outros a responsabilidade de uma gestão que não agradou aos socialistas e como a memória das pessoas é curta tentam agora passar uma “esponja” pelo passado  do candidato. O povo tem conhecimento e o silêncio vale mais que mil palavras.

Quem assistiu ás sessões da Assembleia Municipal, ás reuniões do Executivo e mais concretamente ao debate político nas campanhas eleitorais, recordar-se-á do método utilizado para com os seus adversários num discurso “belicista” e trauliteiro.

Foi assim que durante anos se dividiram famílias e amigos, criando muitas vezes situações pouco dignificantes nas relações interpessoais numa lista infindável de pessoas e só não revelo os nomes pelo respeito que me merecem e a lista era enorme.

- Já passaram alguns anos desde que a farmácia Costa Coelho foi remodelada. Não vou e nem quero recordar as cenas que levaram aos avanços e recuos dessa obra e nem quero recordar os conflitos entre o presidente da câmara na altura e os proprietários. Ainda bem que os protagonistas sararam as "feridas". O porquê, não sei?  Só  falta saber qual a justificação de tal aproximação e quem levou por tabela.  Como se diz em bom português "quem pagou as favas", talvez algum vereador ou  colaborador!...Sim, porque o protagonista principal nunca assume os erros, a culpa é sempre do outro ao lado.

- E o tal caso passado na Assembleia Municipal entre o presidente da câmara e um  deputado da oposição socialista em que na troca de acusações o assunto foi parar á barra do tribunal? Tudo por “amor”? Será que aqui não existiu solidariedade por parte da estrutura socialista, quanto á opção da escolha do candidato?

- Será que o amor ao partido fez esquecer as acusações e ofensas do passado? Não será isto hipocrisia política e avidez de partilha de Poder? È curioso como os responsáveis socialistas locais e distritais não reconheçam que a estratégia política para Fronteira falha à 35 anos em termos autárquicos... È obra. Não são coisas do Diabo, nem bruxaria e nem Medo, é sobretudo a ausência de uma liderança política credível e forte, menos trauliteira e com mais ideias inovadoras para o concelho. Apostam no passado (aí sim têm medo) e pouco no futuro. Muita propaganda, muito palavreado e pouca eficácia. Nem uma dose dupla de antibiótico apagará da memória dos fronteirenses o negativismo desta candidatura e COMPAGNONS DE ROUTE.