terça-feira, 30 de agosto de 2016


FRONTEIRA E O MITO SEBASTIÂNICO

 Fronteira vive actualmente em termos políticos/partidário o culto do saudosismo sebastiânico. Agarra-se demasiado ao “mito” do passado, na esperança de resolver o futuro!... O futuro conquista-se consolidando o Poder no presente e é precisamente isso que o actual presidente da câmara tenta consolidar - O Poder - e está a concretizá-lo, agarrando a oportunidade concedida pelo seu antecessor. Ninguém poderá levar a mal tal atitude cujo objetivo principal é um novo mandato. No fundo, só está a pôr em prática o que aprendeu enquanto vereador do urbanismo, concordando-se ou não com a prática politica, até aqui nada de novo. A escola é a mesma, embora cada um lhe possa dar um “cunho” meramente pessoal. Criticar por criticar, denegrindo sistematicamente a imagem dos adversários, não chega! É preciso apresentar alternativas políticas credíveis e consistentes, alicerçadas em projetos que marquem a diferença com propostas inovadoras, desiguais, que transmitam confiança aos eleitores. Hoje, sejam quais forem os candidatos, é preciso dizerem claramente ao que vêm e o que querem para o concelho. É preciso apoiar sem complexos o que está bem e corrigir o que está mal. O voto não tem que ser dado ao impulso do protagonismo mediático local ou regional e muito menos ao “mito” passadista de qualquer um dos candidatos. O voto tem que ser dado na certeza de que algo tem que mudar e para melhor. Os cidadãos têm o direito em saber quais as prioridades políticas que se adaptem à realidade do concelho, tendo em conta a tipologia sociológica do meio de modo a facilitar opções a projectos de desenvolvimento úteis às populações valorizando-lhes a melhoria da qualidade de vida. É sabido, a dificuldade que há em derrotar nas autárquicas um candidato que ocupa o Poder!... É normal, tem a “faca” e “queijo” na mão… Por isso, mais que lançar ódios e divisões, é importante apresentar uma candidatura não belicista, não vingativa, que saiba aproximar e envolver os fronteirenses num projeto comum. É preciso lançar uma candidatura para vencer dialogando com todos sem excepção e não uma candidatura de rotura, isso é grave num meio tão pequeno como é Fronteira. É preciso sentir o bairrismo na certeza que estamos a contribuir para o futuro dos nossos filhos e netos, conscientes que respeitamos o desejo e a memória daqueles que em nós delegaram a missão de continuar Fronteira. Concorde-se ou não, compete aos fronteirenses analisarem, concluírem e votarem. Em política como na vida, tudo tem o seu tempo. O tempo foi sempre melhor conselheiro. Com o passado aprendemos. No presente observamos… E o futuro a Deus pertence!… Como dizia alguém: façam favor de ser felizes!...