Fronteira vive actualmente em termos políticos/partidário
o culto do saudosismo sebastiânico. Agarra-se demasiado ao “mito” do passado,
na esperança de resolver o futuro!... O futuro conquista-se consolidando o
Poder no presente e é precisamente isso que o actual presidente da câmara tenta
consolidar - O Poder - e está a concretizá-lo, agarrando a oportunidade
concedida pelo seu antecessor. Ninguém poderá levar a mal tal atitude cujo objetivo
principal é um novo mandato. No fundo, só está a pôr em prática o que aprendeu
enquanto vereador do urbanismo, concordando-se ou não com a prática politica,
até aqui nada de novo. A escola é a mesma, embora cada um lhe possa dar um
“cunho” meramente pessoal. Criticar por criticar, denegrindo sistematicamente a
imagem dos adversários, não chega! É preciso apresentar alternativas políticas
credíveis e consistentes, alicerçadas em projetos que marquem a diferença com
propostas inovadoras, desiguais, que transmitam confiança aos eleitores. Hoje,
sejam quais forem os candidatos, é preciso dizerem claramente ao que vêm e o
que querem para o concelho. É preciso apoiar sem complexos o que está bem e
corrigir o que está mal. O voto não tem que ser dado ao impulso do protagonismo
mediático local ou regional e muito menos ao “mito” passadista de qualquer um
dos candidatos. O voto tem que ser dado na certeza de que algo tem que mudar e
para melhor. Os cidadãos têm o direito em saber quais as prioridades políticas
que se adaptem à realidade do concelho, tendo em conta a tipologia sociológica do
meio de modo a facilitar opções a projectos de desenvolvimento úteis às
populações valorizando-lhes a melhoria da qualidade de vida. É sabido, a
dificuldade que há em derrotar nas autárquicas um candidato que ocupa o Poder!...
É normal, tem a “faca” e “queijo” na mão… Por isso, mais que lançar ódios e
divisões, é importante apresentar uma candidatura não belicista, não vingativa,
que saiba aproximar e envolver os fronteirenses num projeto comum. É preciso
lançar uma candidatura para vencer dialogando com todos sem excepção e não uma
candidatura de rotura, isso é grave num meio tão pequeno como é Fronteira. É
preciso sentir o bairrismo na certeza que estamos a contribuir para o futuro
dos nossos filhos e netos, conscientes que respeitamos o desejo e a memória
daqueles que em nós delegaram a missão de continuar Fronteira. Concorde-se ou
não, compete aos fronteirenses analisarem, concluírem e votarem. Em política
como na vida, tudo tem o seu tempo. O tempo foi sempre melhor conselheiro. Com
o passado aprendemos. No presente observamos… E o futuro a Deus pertence!… Como
dizia alguém: façam favor de ser felizes!...